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Da Menina do Interior à Uma das Mulher Mais Rica do Brasil

Cristina Helena Zingaretti Junqueira nasceu em Ribeirão Preto em 1982. Mudou-se pequena para o Rio de Janeiro, estudou no colégio Santo Agostinho no Leblon, depois migrou para São Paulo para se formar em Engenharia na USP.

Uma típica história de menina estudiosa que seguiu o roteiro esperado: formou-se, fez MBA nos Estados Unidos, entrou numa grande empresa. Aos 30 anos, tinha tudo que uma executiva bem-sucedida deveria ter. Porem não estava satisfeita com o próprio trabalho.

Em junho de 2020, ela apareceu grávida na capa da Forbes Brasil – grávida de nove meses, três dias antes de dar à luz a sua terceira filha. A imagem virou símbolo. Não só pelo ineditismo, mas porque mostrava algo raro: uma mulher no topo de uma grande empresa financeira que não esconde a maternidade, que não finge que é “só” executiva.

Hoje, ela manda áudios de WhatsApp para suas equipes (tanto que lançou um podcast chamado “Vou Te Mandar Um Áudio“), foi reconhecida pelo Financial Times como uma das 25 mulheres mais influentes do mundo e se tornou a mulher mais rica do Brasil – Ranking Self-Made (Quem fundou o negócio)

Mas antes de tudo isso acontecer, Cris Junqueira era só mais uma executiva frustrada que acordava todo dia se perguntando: “O que eu estou fazendo aqui?”

De Executiva FRUSTADA no Itaú a Cofundadora da Maior Fintech do Brasil

Você já parou para imaginar como é pedir demissão de um dos maiores bancos do país sem saber exatamente o que fazer depois? Cris Junqueira fez isso. E cinco anos mais tarde, tinha nas mãos uma das empresas mais valiosas da América Latina.

A história da cofundadora do Nubank não é sobre sorte. É sobre uma mulher que enxergou um problema gigantesco onde todo mundo via “burocracia normal de banco”.

A Engenheira que NÃO SE RECONHECIA MAIS

Cris Junqueira tinha tudo para ser mais uma executiva bem-sucedida no sistema tradicional. Trabalhava no Itaú, tocava um portfólio grande de cartão de crédito e ganhava muito bem. Na teoria… estava tudo perfeito.

Na prática… ela acordava todo dia se sentindo um peixe fora d’água.

“Eu tentava mudar o Titanic de dentro, mas era impossível. Não me reconhecia mais naquilo”, conta ela. “Eu olhava para frente e não me via naquele modelo de organização.”

A gota d’água veio quando ela percebeu que passava os dias criando produtos que precisava “enfiar goela abaixo” dos clientes. Produtos que ninguém queria de verdade, mas que os bancos empurravam mesmo assim.

Cris pediu demissão sem ter outro emprego. Achava que nunca mais trabalharia com serviços financeiros.

O Encontro que Mudou Tudo

Em 2013, ela conheceu David Vélez, um colombiano que tinha uma ideia maluca: usar tecnologia para criar um banco que as pessoas realmente gostassem. Ele precisava de alguém que conhecesse o mercado brasileiro por dentro.

Cris topou a empreitada. Não porque sonhava em ser empreendedora, mas porque finalmente viu a chance de criar algo que fazia sentido.

“A gente via um monte de problemas que estávamos determinados a resolver. A tecnologia já estava mudando indústrias inteiras. Por que não os serviços financeiros?”

O primeiro produto demorou um ano para sair. Um cartão de crédito roxo que chegava pelo correio, sem anuidade, controlado inteiramente pelo celular.

As pessoas acharam que eles tinham enlouquecido. Cartão roxo? Sem agência? Quem ia confiar nisso?

A Obsessão pela SIMPLICIDADE

Enquanto os bancos tradicionais investiam bilhões em marketing para convencer as pessoas a usar produtos complicados, o Nubank fez o contrário. Investiu tudo em resolver problemas reais.

“Para mim, inovação é resolver problema. Não adianta criar um anel que faz pagamento se zero clientes estão perdendo o sono por não ter um anel que faz pagamento”, explica Cris.

O primeiro problema que atacaram: você não sabia quanto tinha gastado no cartão. Ligava para o banco, ficava meia hora na fila do telefone, só para ouvir um atendente mal-humorado falar um número que “pode não refletir suas compras das últimas 48 horas”.

No Nubank, você abre o app e vê na hora. Simples assim.

A Cultura como Estratégia

Desde o primeiro dia, os três fundadores definiram cinco valores que guiariam tudo:

✅ Os clientes devem nos amar – não só usar os produtos, mas virar fãs de verdade
✅ Pensar como dono – cada funcionário cuida da empresa como se fosse sua
✅ Ter fome – querer muito, estar realmente afim
✅ Ser eficiente – de forma inteligente, não cortando papel higiênico do banheiro
✅ Trabalhar em equipe – times diversos e multifuncionais

    “A cultura é a marca, é o produto, é tudo. O cliente sente sua cultura, não importa o que você coloca no marketing”, diz Cris.

    A Liderança Exigente e Direta

    Cris não economiza nas palavras quando precisa dar feedback. “Eu não vou te fazer favor nenhum em não te falar a realidade. Não estou te ajudando se eu suavizar a mensagem.”

    Ela aprendeu cedo que mentir por gentileza é a forma mais covarde de prejudicar uma pessoa. E que as pessoas precisam saber exatamente onde estão e aonde precisam chegar.

    “Posso ensinar qualquer coisa, mas não posso ensinar você a se importar. Você tem que querer, tem que estar afim.”

    Os Números que Impressionam

    Hoje, o Nubank serve mais de 112 milhões de clientes no Brasil, o que significa que 6 em cada 10 adultos brasileiros confiam na empresa criada pela Cris. No mundo dos negócios, o avanço é igualmente impressionante: mais de 5 milhões de empreendedores já utilizam o Nubank para gerir suas empresas, provando que a simplicidade é a ferramenta definitiva para quem busca eficiência.

    Mais de 80% dos novos clientes chegam por indicação. Sem propaganda martelante, sem empurrar produtos. As pessoas gostam tanto que recomendam para amigos e família.

    A Mãe que Não Para

    Depois de se tornar mãe, Cris descobriu o que é eficiência de verdade. “A mulher grávida é o mamífero mais eficiente do planeta Terra. Ela está fabricando um ser humano e ainda dá conta de tudo.”

    Para ela, ser mãe trouxe uma clareza brutal sobre prioridades. “Não tenho 15 minutos que eu perco. Se alguém chega 15 minutos atrasado, eu fico louca.”

    O Futuro que Não Para de Crescer

    O Nubank não quer parar por aqui. Está expandindo para México e Colômbia, lançando novos produtos, sempre com a mesma obsessão: tornar a vida financeira das pessoas mais simples.

    “Por mais orgulho que a gente tenha de tudo que já fez, sabemos que é só o começo.”

    Cris Junqueira provou que é possível criar uma empresa bilionária sem abrir mão dos valores, sem maltratar clientes e sem complicar o que pode ser simples.

    Ela transformou um setor inteiro simplesmente fazendo o óbvio: tratando as pessoas como gente, resolvendo problemas reais, sendo direta e eficiente.

    A engenheira que não se reconhecia mais no banco tradicional hoje lidera uma das empresas mais admiradas do país. E o melhor de tudo: ainda está só no começo.

    Porque quando você resolve problemas de verdade, o crescimento é consequência natural.

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